Quadro do Barulho

domingo, 8 de maio de 2011

TURMA DA TARDE - 26 DE ABRIL A 05 DE MAIO

A Trajetória Trama começou, mas ainda estávamos curtindo o que foi feito na Adesão.
Abaixo, para um dos vídeos resultados da pesquisa sobre a História do Bairro.

                            EDLLES E TAÍS FIZERAM UM VÍDEO CONTANDO A HISTÓRIA DAS
                                                           PISTAS DE SKATE DO BAIRRO

O tema principal nessas duas últimas semanas foi Participação. Iniciamos com um histórico sobre
a Ditadura Militar no Brasil. Mas, para provocar, fizemos uma simulação inspiradas no filme “ A Onda”. Criei novas e absurdas regras (não pode usar boné, não pode vir de roupa curta, teremos que cantar o Hino Nacional, tem que levantar a mão pra falar, etc..). Combinei com alguns educandos que eles deveriam apoiar minhas falas e lá fomos...

Como esperava, surgiram alguns questionamentos:
“Mas como é isso, o Programa não diz que respeita a vontade do jovem, não tem sido assim desde o início?”.(André)
“Foi algum jovem que pediu essas regras ou foi você qum criou, da sua cabeça?”.(Débora)

Foi quase uma hora e meia de uma rica discussão, e de um certo alívio para o Educador ao se “libertar” da figura do opressor.

Trouxemos filmes, textos e  músicas sobre o tema, e os incentivamos a refletir a respeito da Liberdade nos anos 60 e nos dias de hoje, e fechamos a semana com uma exploração muito proveitosa no Memorial da Resistência.

           ANDRÉ, DÉ, EU, VALDEIR, EDLLES, HENRIQUE E LUCAS NO "BANHO DE SOL"

Na semana seguinte, trouxemos as questões para os dias mais atuais. Conversamos sobre a atuação de grupos de jovens do bairro, nos quais alguns dos educandos participam, e conhecemos um pouco do Mapa da Juventude, produzido em 2003. A visita de Pedrinho, articulador cultural da região, arrematou a semana com uma discussão sobre o ECA  e o papel dos Conselhos Tutelares.

                                 
                         KARLA, DOUGLAS, EDLLES E TAMIRES DISCUTINDO O ECA

Rolou também uma visita do Renato, que fez um histórico sobre o Movimento Cultural de Guaianases. Inspirados nisso, os jovens escreveram em sub-grupos, um Manifesto pelo Bairro.

Como a Cultura é uma das marcas da ação jovem do Lajeado, decidimos explorar ainda dois pontos da região que tem tudo a ver com isso: a Fábrica de Cultura do Jardim Robru(novinha em folha, aonde uma ex-jovem urbana nos recebeu), e a Casa de Cultura de Guaianases, aonde rolou roda de break e onde os jovnes berraram seus Manifestos.


 
                                       
                              PESSOAL DA FÁBRICA QUE MONITOROU NOSSA VISITA
                                     
                                                                  E A GALERA TODA...

 

quinta-feira, 21 de abril de 2011

29 de março a 20 de abril - TURMA DA TARDE

A semana final de março começou com a participação da Secretaria Municipal do Trabalho em nossa sede. O clima de ansiedade dos jovens foi amenizado pela simpatia e rapidez dos funcionários. Tudo encaminhado...
Fizemos ainda uma avaliação da exploração na Casa Rosas. Algumas falas se repitiram:
"Lá tem muito movimento, muita gente pra lá e pra cá""
""Muito barulho, muitos carros"
"Quase não tem casas, é só prédio, um mais alto que o outro"
A monitoria foi muito bem avaliada. De fato, o setor educativo está afiado e sabe interagir com os jovens.
Os pontos negativos foram a não atenção de três ou quatro jovens(muita conversa paralela) e o tempo, qua acabou ficando curto e não possibilitou que andássemos mais pela avenida.

A ida à Casa das Rosas foi o início de nossa discussão a respeito de Fronteiras. O que nos faz iguais e diferentes na cidade? A Avenida Paulista é um lugar "de todos?". E no nosso pedaço, como isso funciona.
Para refletirmos um pouco essa questão, fizemos uma Cartografia do Corpo, na qual os jovens ilustraram os lugares por onde eles passam para vir a ONG e os lugares aonde costumam frequentar.

SUSAN E FLÁVIA FAZENDO A CARTOGRAFIA DE SEUS CORPOS

 Nessa conversa, o grupo teve que escolher qual seria o local a ser explorado no bairro. Como a eleição foi um pouco "desatenta", muitos jovens acabarm votando por votar, e ao chegarem ao ponto escolhido, reclamaram: "Mas é aqui?"...rs..
Sim era lá, Parque Linear do Guaratiba.Parte do grupo ficou debaixo de uma das poucas árvores que já cresceu(o parque é novo), parte foi jogar nas quadras, e os demais foram caminhar.


Na avaliação, eu trouxe o problema da votação e alertei-os de que ainda assim, aquele lugar estava cheio de "coisas para olhar""e que poucos haviam percebido.
Paralelamente a esses conteúdos, estamos dando atenção a constituição dos jovens como grupo.
Foram várias as dinâmicas e atividades que tiveram o intuito de aproximá-los e de construir uma relação de confiança.
Felizmente, nesse ponto a turma tem se mostrado extremamente séria e madura. Já rolaram problemas exta-reuniões, como namoros desfeitos, brigas e desacertos, mas na hora de trabalhar, estão todos muito unidos.
Nas últimas semanas, propusemos ao grupo uma produção mais elaborada, cujo tema seria A História do Bairro. Para tanto, nos inspiramos em uma pesquisa sobre locais específicos e no filme "Narradores de Javé". Do memo modo, a exploração que fizemos à Vila Maria Zélia foi fundamental para a compreensão da proposta e dessa ponte entre passado e presente que tem tudoa ver com essa leitura da cidade.


KAROL, VALDEIR E ANDRÉ OUVINDO  MORADORES DA VILA.

As idéias iniciais envolvem vídeos e teatro, mas ainda estão sendo construídas e aparecerão na próxima postagem.





quarta-feira, 13 de abril de 2011

Muita movimentação e Exploração no primeiro mês dos Jovens Urbanos do IPJ!


Período  de 1 de Março à 09 de Abril - Jovens Urbanos – Manhã

Apesar da grande rotatividade durante o período de adesão, aprendemos muita coisa juntos e fortalecemos os laços de amizade.
Neste primeiro mês de Jovens Urbanos procuramos nos conhecer melhor, por meio de dinâmicas como Mapa da Experiência Humana, Auto-retrato, Mandala pessoal, João Bobo falamos de respeito e companheirismo, e compreendemos que formar um grupo significa construir laços de amizade, aprender a conviver e respeitar o espaço do outro.
Experimentação, Exploração, Circulação, Produção, Cartografia, Cidade, Bairro... Conhecer o programa por meio das palavras.  Experimentar o que significa e simboliza cada uma delas para o Programa.
Para isso, começamos descobrindo o que é a Cidade, o que significa pertencer à cidade, O que é Direito à Cidade, a perceber suas desigualdades, sua paisagem, sua organização, fronteiras geográficas e sociais...  
E exploramos espaços da cidade: Banespão e Galeria do Rock, Paulista e Casa das Rosas, Centro Velho, Vila Maria Zélia.
No Centro Velho nos dividimos em 4 grupos que exploraram lugares diferentes (Praça da Sé, Pátio do Colégio, Viaduto do Chá e Praça Ramos), cada grupo tinha a função de entrevistar e registrar a exploração por meio de fotos, desenho e relatório. O nosso foco nessa atividade era discutir o Direito à Cidade, como a população entende e circula pela cidade. Depois cada grupo apresentou para o restante detalhes de sua exploração.

Da cidade para o bairro. Olhar para bairro e desvendar sua história. 
Para iniciar a conversa sobre o bairro, convidamos o poeta Vandeí para realizar uma Oficina de Poesia para a turma experimentar a poesia como uma forma de quebrar as barreiras impostas pela cidade, a galera conheceu um pouco do que é literatura Periférica e muitos se arriscaram a escrever suas poesias sobre a "quebrada" onde mora (Veja algumas poesias compostas durante a oficina no Quadro do Barulho).
Assistimos também ao filme Narradores de Javé, inspirados pelas histórias dos moradores desta pequena cidade, começamos a narrar a história do nosso bairro relacionando nossas histórias pessoais com a história do bairro, e a entender melhor a formação de Guaianases, e a história de tudo que nos é cotidiano como Mercadão de Guaianases e a Estação de Trem.
Segue algumas fotos de nossas experimentações e explorações durante esse período.

 Abraços!
Camila – Educadora da manhã
Experimentando a Poesia


Malcolm, Nicolas, Vinicius e Walter no alto do Banespão.

Vanessa e Daniel: Estripulias pela cidade.


Gustavo: entrevistando na Praça da Sé.

Grupo  que explorou a Praça da Sé: Malcolm, Daniel, Alexandre, Gustavo, Renan, Paulo Henrique e Vinícius.

Jovens entrevistando um Policial na Praça Ramos

A jovem Camila desenhando o Pátio do Colégio.

Turma da Manhã em sua primeira exploração na Avenida Paulista


Jovens no Jardim da Casa das Rosas - Paulista
Vila Maria Zélia: " Essa foi a melhor exploração da minha vida, Jamais imaginei conhecer um lugar assim..." (Jovem Carlos Eduardo a respeito da exploração na Vila Maria Zélia)






sexta-feira, 25 de março de 2011

TURMA DA TARDE - DE 10 Á 25 DE MARÇO

Oi, pessoal!
Descrevo aqui nossas últimas atividades e aventuras...

Ao longo dessa Trajetória, privilegiamos a explicação da proposta do PJU  aos jovens e o início de discussão sobre As Fronteiras da Ciadade.
Para pensarmos a questão do Olhar de um modo mais filosófico, assistimos a "Ensaio Sobre a Cegueira". Como sempre, as reações foram variadas, desde a revolta(opressão sofrida pelas mulheres) até às risadas(nas cenas mais inusitadas e pesadas).
Mais adiante, aprofundamos o tema do Direito á Cidade.
Inspirados na letra de "Obrigado, não", de Rita Lee, conversamos um pouco sobre os conceitos de "Direito" do grupo. Foi um debate quente e muito proveitoso.
Paralelamente a tais discussões, mantivemos as atividades de integração para fortalecer a questão do grupo, que no período de rotatividade que tem seus altos e baixos.
Uma atividade muito bacana foi o Mapa da Experiência Humana(inspirado em nossa formação da 5a. edição).Nela, cada jovem tenta representar no papel os seus sentimentos, característica, sonhos, desejos, memórias. A turma se concentrou bastante na confecção, e a proposta foi escolher o trabalho de outro e comentá-lo.
O Mapa da Experiência Humana serviu para aproximar ainda mais os jovens uns dos outros e testar o nível de confiança do grupo.Com o mesmo intuito, rolaram dinâmicas de integração. Casa- moradia - terremoto, Guia e João Bobo foram algumas delas. Foram momentos muito divertidos, noas quais quebramos um pouco o clima de reflexão e colocamos o corpo pra remexer.

Nossa segunda exploração foi um desafio. Resolvemos não deixar o grupo junto, mas dividí-lo conforme a proposta  de nossa fornação da 6a edição(entrevistador, ilustrador, fotógrafo, organizador, redator). O tema eleito pelo grupo para ser verificado foi Lazer, e o pedaço da cidade proposto pela equipe de educadores foi o Centro Velho.
Formaram-se quatro grupos - Viaduto do Chá, Praça da Sé, Pátio do Colégio e São Bento.
Confesso que fiquei meio apreensivo por não estar com todos juntos, mas o resultado foi estupendo. Dos olhares trazidos, apareceram os moradores de rua, o movimento, o fato de alguns espaços serem pagos e o sucesso/fracasso das entrevistas com os transeuntes.
Para fazermos uma antítese com o Centro Velho, a proposta da última semana foi conhecermos um pedaço da Paulista. Ao mesmo tempo, esse foi um período de "experimentar uma experimentação". Propusemos uma Oficina de Poesia com o Coletivo Tenda Literária  para ajudar na reflexão a respeito do que é arte e de como a arte pode retratar a cidade.
A produção dos jovens foi uma poesia sobre "sua quebrada", e no final, pra variar, rolou um sarau...rs...
A Exploração na Paulista acabou concentrando-se mais na Casa das Rosas, espaço belíssimo no qual fomos muito bem recebidos pelo pessoal do Educativo.

domingo, 20 de março de 2011

PRIMEIRAS SEMANAS - 6A EDIÇÃO

Desde o fim do ano que pintou a expectativa: vem mais uma edição do PJU. E aí, como será?
E as inscrições? E a seleção? E o IPJ, como se preparará pra mais uma etapa? Mudamos de sede,
muito trampo, muitas idéias, Guaianases bombando de movimento e cultura.
21 de fevereiro chega. Alguns rostos são recordações da semana de inscrições. Os primeiros sorrisos, a tensão inicial...começou!

Começamos nos conhecendo. Auto-retrato, dinâmicas de integração. Qual é seu time preferido? Que música você mais gosta?
Um novo grupo vai nascendo... quem tá fora e quem tá dentro? Quem você salvaria de um desastre atômico? Dá pra agir pensando em todos, ou Democracia é algo tão difícil de vivenciar?

Palavaras-chaves vão abrindo as portas do Programa. Produção, Experimentação, Circulação.
Olhar. Olhar é ver? O que vemos no bairro? Do alto da laje loja, o Lajeado imenso se revela.
E do alto do arranha-céu, a cidade(ou parte dela?) faz alguma coisa acontecer com o coração.

A caminhada está só no início...sejam bem-vindos!!!

Raimundo - Turma da Tarde- IPJ

“Se olhar, vê. Se vê, repara”

 
Foi com esta frase de Saramago que os Jovens da 6º edição do Programa Jovens Urbanos (turma da manhã) foram recebidos em sua primeira semana e estimulados a aguçar o seu “Olhar” sobre as coisas.




Por meio da Cartografia do Corpo detalharam os lugares por onde cada um passou no trajeto até a ONG, o que enxergou e o que sentiu no seu caminho.


A partir das obras de Salvador Dali (Ilusionismo ótico), Ron Mueck (hiper-realismo) e outros artistas, todos foram convidados a reparar nos detalhes das imagens e a investigar as diversas possibilidades do “Ver”.












É tudo Novo de Novo!

É tudo Novo de novo!
É com alegria que o IPJ inicia a Sexta edição do Programa Jovens Urbano!

Sejam todos (as) Bem Vindos e Bem Vindas!

 Abraços!